Vamos falar de Usabilidade?

Como já vinhamos discutindo em posts passados, que aliás são de uma natureza diferente deste, é importante sabermos o que é agregador e o que é algo passageiro, experimental. As mudanças promovidas na interface do Gmail, são visivelmente uma tentativa de evidenciar este serviço da Google, uma forma de mantê-lo atrativo oferecendo mais agilidade em sua usabilidade, talvez essa seja uma tentativa de se diferenciar dos demais concorrentes, uma resposta ao serviço de e-mail Hotmail, que se colocou muito próximo as características de usabilidade, interface e funcionalidade do Gmail. Mas até que ponto essas mudanças são realmente melhorias? Nem tudo que colocam a nossa disposição tem, obrigatoriamente, que ser tomado como verdade absoluta, a Google é uma grande empresa que sempre foi um referencial em Design de interfaces e usabilidade, mas algumas considerações devem ser feitas.

Barra de navegação:

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A ordem de leitura estrtuturada nessa área parece ter sido estabelecida para comportar todas as funcionalidades que ela oferece, essa quebra na ordem hierarquica causou um amontoamento de informações próximo ao final da leitura, além de ter gerado espaços vazios (retângulos vermelhos), desaproximando algumas funcionalidades que interagem diretamente com os e-mails recebidos.

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Menu:

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Analisando o menu, entende-se que eles optaram segmentar por tipo de funcionalidade e a primeira dificuldade que notei foi que o Título “E-mail” não leva o usuário a escrever um novo e-mail (em teoria a principal funcionalidade do Gmail), mas o leva a sua caixa de entrada, funcionalidade que o Título “Entrada” já faz e que os usuários já estão habituados.

O Botão escrever e-mail, localizado na sessão “E-mail”, está diferente dos demais componentes, mas ainda assim apagado, tentaram destacar essa funcionalidade diferenciando das demais, porém os elementos estão agrupados por semelhança e proximidade. Teria sido melhor se ao invés de diferencia-lo, tivessem destacado ele, posicionando-o como primeiro componente abaixo do título “E-mail” e em negrito, por exemplo.

A ideia de criar uma segmentação de funcionalidades, é agrupar funcionalidades com características semelhantes ou que manipulem tipos de informação da mesma natureza. A Sessão “E-mail” poderia muito bem ter agrupado os seguintes itens:

-Rascunho

-Enviados

-Com Estrela.

Tudo bem, a ideia foi criar em “Entrada” um sub-grupo contendo informações referente apenas a caixa de entrada e em “E-mail” agrupar informações referente a contatos, mas será que isso realmente agiliza a navegação? As vezes o usuário pode ter a ideia de escrever um e-mail, mas antes deseja ver o que escreveu em um e-mail anterior, sendo assim, talvez ele precise acessar a sessão “e-mail enviados”, por exemplo, que agora está em outra seção.

Essas alterações levam a pensar que o modelo anterior pode ser melhorado, mas que essa proposta implementada por eles não é a ideal. É possivel manter as caracteristicas “clean” e melhorar a usabilidade criando novos focos de interesse, certamente com um pouco mais de estudo das práticas de seus usuários e de questões hierárquicas.


Era da Mobilidade é só dos Smartphones?

Para quem achou que os líderes de venda e de preferência na era da mobilidade seriam apenas os smartphones, ou ainda, para quem achou que a disputa de mercado ficaria entre o BlackBerry da RIM, com um perfil mais corporativo, e o Iphone da Apple, com um perfil de entretenimento, se enganou. Vimos o surgimento do Android que se mostrou versátil e prático, o surgimento dos Tablets e da tecnologia 3D. O que quero dizer com surgimento, é a disseminação de algo que para nós não era corriqueiro, mas atualmente o que é um smartphone sem a tecnologia touchscreen?

Pesquisas já apontam que em 2014 os tablet’s serão mais utilizados do que os nossos conhecidos notebooks. Oficialmente, os tablet’s ainda nem chegaram no mercado brasileiro, e fazer uma previsão para daqui a 4 anos acredito ser algo muito incerto, assim como não esperávamos o lançamento de uma nova tecnologia como o tablet por mais óbvia que possa parecer, não temos como prever uma lineriaridade, até lá quantas outras inovações, melhorias ou releituras podem ser lançadas? quem sabe um aparelho específico para assistir a TV online que tem sido alvo de experimentação de grandes canais. A Microsoft trabalha dia e noite no “Microsoft Surface”, o qual muita gente ainda não ouviu falar. O HP TouchSmart, tentou a algum tempo lançar uma proposta parecida com dos tablets, mas empacou nos preços altos por ser um computador Desktop e por sua usabilidade ainda ser muito parecida com a de um computador normal.

A Era da mobilidade se caracteriza por uma vasta gama de ferramentas que permitem ao usuário acessar, criar e editar dados de qualquer lugar sem estar preso a um terminal, e, com certeza, apesar de serem o principal foco da atenção, os Smartphones não são as únicas estrelas. Estamos presenciando uma acensão das câmeras digitais, que na luta para não se fundirem aos celulares estão se transformando em busca de um formato ideal e único. As câmeras digitais está fazendo o caminho inverso do que fizeram os GPS, que se acomodaram e acabaram sendo incorporados pelos smartphones recentes.

Temos que ter alguns cuidados, como por exemplo, até que ponto a comunicação e estrutura de informação aplicada em smartphones se enquadra em outros aparelhos? Temos que entender que cada uma dessas ferramentas é direcionada a um público que possibilita a leitura da mesma informação de forma diferenciada. O Smartphone é uma prova disso, eles exigem um modelo de web site diferenciado do que acessamos pelo desktop ou pelo notebook. Temos que saber filtrar o que vem para se tornar algo útil, realmente agregador, do que vem apenas para competir, fazer frente a uma novidade e que acabará sendo descontinuado e substituído daqui a um mês por um produto mais “encorpado”, isso serve tanto para os aparelhos como para os softwares que seguem a mesma tendência, muitas novidades, mas até que ponto elas são válidas? Até que ponto eles oferecem algo realmente concreto?

Usuários e desenvolvedores, nós ganhamos com essa disputa acirrada, mas também não podemos nos fechar a uma única linha de pensamento, temos que ser tão versáteis como as tecnologias que são lançadas sabendo em qual investir e o que pretendemos atingir, comunicando de forma coerente com o formato e realidade de cada aparelho. Eu acredito que os tablet’s são o incio de uma nova geração de aparelhos que está por vir, que aproveite as funcionalidades oferecidas pelo smartphones, notebooks aliados ao touchscreen, swype e a uma resolução de tela muito maior do que estamos habituados.


Usabilidade – Swype

Algum tempo atrás falamos aqui no blog a respeito do Swype, que é uma nova forma de se digitar em smartphones com tela touchscreen e teclado virtual. Para usar o Swype, basta ativa-lo e deslizar o dedo pela tela em direção dos caracteres desejados, o software identifica as letras e compõem uma determinada palavra.

Enfim tive a oportunidade de testar esse novo método em um Motorola Milestone (Android) e achei bastante legal essa experiência. Realmente é uma forma mais ágil e prática de se digitar no aparelho, tirando a questão da falta de prática, apenas a espessura dos botões virtuais podem atrapalhar um pouco, no Milestone achei eles um pouco estreitos e notei que alguns usuários na rede partilham da mesma opinião.

Acredito que agregar o Swype a aplicações que exigem do usuário uma resposta rápida na hora de registrar dados, é uma boa ideia. Em comparação ao modelo de digitação o qual já estamos habituados, o Swype traz uma nova proposta e que em muitos aspectos se mostra superior, se mostra mais próximo das possibilidades e forma de interação que a tecnologia touchscreen oferece.

Para quem quiser saber mais um pouco:

http://www.swypeinc.com/


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