Relatos da mídia dizem que a Sony está perto de comprar o seu parceiro sueco de telecomunicações Ericsson. Mas, enquanto os analistas dizem que a iniciativa é boa para a gigante japonesa, para os Europeus pode ser o começo do fim do mercado de Smartphones e Tablets da união européia.
Num esforço para melhorar seus negócios de smartphone, a gigante japonesa Sony está chegando a um acordo para comprar a participação de empresa sueca de telecomunicações Ericsson, em sua empresa de telefonia móvel conjunta, isso de acordo com o The Wall Street Journal, em dezembro de 2011.
A Sony pretende com isso, integrar sua operação de produção de smartphone, com seus tablets, assim como os consoles de jogos da empresas, para economizar custos e melhor sincronizar o desenvolvimento dos dispositivos móveis.
“A Sony não tinha sido capaz de esculpir a sua presença a nível mundial (em smartphones) com a Ericsson”, disse Hideyuki Ishiguro, estrategista de segurança da Sony. Além disso, a Sony está pressionando por um acordo como concorrentes como a Apple e a sul-coreana Samsung, para avançar com suas estratégias intimamente associadas com os smartphones e tablet.
O fato é que, a Sony Ericsson não informou a possível transação que pode envolver portfólio de patentes da Ericsson mobile-tecnologia.
Complacência Europeia?
Diversos especialistas afirmam que a Apple e o Google simplesmente viram o futuro dos dispositivos móveis, isso muito à frente de fabricantes europeus. Então, foram os europeus demasiadamente complacentes?
“Sim, definitivamente”, disse Mikko Ervasti, analista de telecomunicações do banco de investimento sueco. “Tanto a Sony Ericsson e a Nokia já disseram mais ou menos isso abertamente. Uma apontada quota de mercado e um posicionamento um pouco a frente dos concorrentes, às vezes dão a falsa sensação de segurança. Essas empresas que são grandes o suficiente para definir a indústria, erraram e parece que estão percebendo isso agora.”
A associação da Sony e da sueca Ericsson se estabeleceu em 2001. Hoje, a empresa é fabricante mundial de sexto celular mais vendido, com uma força de trabalho global de 7600 pessoas, de acordo com dados do comitê Europeu de Tecnologia.
Mas enquanto os concorrentes têm vindo a estabelecer novas tendências, os parceiros suecos e japoneses bateram de frente, muitas vezes sobre sua estrutura de propriedade e a dificuldade de precisão de comprimento de exigências em contratos, de ambas as parte.
O fato é, mesmo com a valorização das patentes dos celulares da Ericsson, o mercado Europeu parece que encolheu nos últimos 2 anos, tendo ou não isso haver com a crise mundial. Com essa contração, novos lideres de mercado vem surgindo, muitos desse usando a força de trabalho de países emergente como a china. Enquanto, o Japão e a União Européia vêm sofrendo com a crise.
De fato ate onde isso determina ou delimita o mercado de móbiles?
Leonardo Velloso